Enchente no Acre afeta mais de 120 mil pessoas e é o maior desastre ambiental proporcional da história do estado

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Redação Juruá Online

As enchentes persistentes nos rios de todo o estado do Acre têm causado sérios danos há mais de uma semana. Apesar de algumas bacias estarem em processo de vazante, diversas cidades, incluindo a capital Rio Branco, permanecem em estado de alerta devido aos níveis elevados dos mananciais. Em Rio Branco, esta já é a segunda maior cheia registrada.

De acordo com avaliações dos órgãos de Proteção e Defesa Civil do Estado, este evento já pode ser considerado o maior desastre ambiental da história do Acre, dado o número significativo de cidades afetadas. Das 22 cidades do estado, 19 estão em situação de emergência, representando 86% do território. O total de pessoas afetadas pela enchente, independentemente de estarem desalojadas ou desabrigadas, ultrapassa os 120 mil.

O rio Acre mantém-se acima da marca de 17 metros desde 29 de fevereiro. Em resposta, o governo estadual tem coordenado esforços com autoridades municipais e federais para prestar assistência às famílias atingidas. Mais de R$ 20 milhões em recursos foram disponibilizados para auxiliar nas ações de socorro, tanto na capital quanto nas regiões do interior.

O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Charles Santos, destacou a dimensão do desastre, enfatizando que este é o maior já registrado no estado do Acre em termos de alcance territorial. Ele ressaltou os perigos associados às áreas alagadas, incluindo riscos elétricos, afogamentos e deslocamentos comprometidos.

Os dados de ocorrências fornecidos pelo Corpo de Bombeiros Militar do Acre mostram que nas 14 cidades mais afetadas existem 97 abrigos públicos atendendo 9.954 pessoas desabrigadas, além de 17.480 desalojadas. Em Cruzeiro do Sul, 12.000 pessoas foram impactadas pela cheia do Rio Juruá.

A Secretaria do Meio Ambiente, por meio do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental, está reunindo informações cruciais para compreender a extensão do desastre. Esse levantamento não só respalda as decisões governamentais, mas também dimensiona o impacto desses eventos extremos.

A ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, propôs o estado de emergência permanente para áreas propensas a desastres naturais, visando agilizar o socorro. Esse plano, se implementado, abrangeria mais de mil cidades em todo o país.

O governo estadual tem mobilizado esforços para fornecer assistência às famílias afetadas, coordenando a distribuição de alimentos e outros suprimentos essenciais. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estão orientando prefeituras na elaboração de decretos e na obtenção de recursos federais para enfrentar a situação. A Defesa Civil Nacional também está presente no processo de socorro e recuperação.

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