Educadores de Porto Walter denunciam perseguição política após greve

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Redação Juruá Online

Em janeiro de 2023, o governo federal instituiu o Piso Salarial do Magistério da Educação Básica da Rede Pública, que previa um reajuste de 14,95% no salário dos professores. No entanto, cerca de 50 educadores de Porto Walter alegam estar sendo perseguidos pela gestão municipal do prefeito Cesar Andrade, pois encontraram dificuldades em receber o novo valor. Os educadores alegam que estão sendo perseguidos pois eles realizaram uma greve pelos seus direitos.

Segundo uma servidora permanente do município, que preferiu não se identificar, desde o aumento salarial, os servidores esperavam que o prefeito cumprisse com suas obrigações de forma legal e tranquila. No entanto, houve várias negociações. Ela relata que, em um primeiro momento, os educadores foram recebidos muito bem e receberam a promessa de que seriam pagos.

Com o passar do tempo e ainda sem o reajuste, o sindicato pediu para se reunir mais uma vez com o prefeito, mas ele se recusou. Diante dessa situação, os educadores realizaram uma assembleia para deliberar uma greve. Quando a greve estava prestes a acontecer, a mulher alega que o prefeito encaminhou uma mensagem para ser repassada nos grupos das escolas, afirmando que a greve seria ilegal.

O prefeito convocou os professores novamente para fazer uma proposta, oferecendo um pagamento de R$ 200,00 como bônus. No entanto, os educadores não aceitaram a oferta e entraram em greve na última quinta-feira. Uma educadora anônima relatou que a greve foi pacífica e sem tumultos. Ela acrescentou que não esperavam que tantos professores aderissem à greve, já que a maioria havia votado no prefeito que está atualmente no poder.

Com isso, outra proposta foi apresentada aos professores, oferecendo um reajuste salarial parcelado, que foi aceito pelos docentes. Apesar disso, educadora relatou que, após o acordo, algumas pessoas dentro do gabinete do prefeito afirmaram que havia uma certa perseguição aos professores, já que o prefeito realocou muitos deles para áreas rurais longe de suas casas, tornando o trabalho ainda mais difícil. Segundo a educadora, o prefeito usou a desculpa de que era necessário remanejar o pessoal.

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