O apresentador de televisão e empresário Carlos Massa, mais conhecido como Ratinho, possui um extenso patrimônio, que inclui propriedades rurais. Entre essas terras, há uma localizada no estado do Acre, em Tarauacá. O filho e o irmão de Ratinho também compartilham da propriedade dessas terras
No entanto, em outro estado, no Acre, é a família Ratinho que é acusada de promover invasão de terras. Carlos Roberto Massa, Gabriel Martinez Massa e Rafael Martinez Massa, pai e irmãos de Ratinho Jr, são sócios na Agropastoril RGM Ltda, empresa proprietária do latifúndio Gleba Panacre – Parte B, no município de Taraucá. A fazenda invade os limites da Terra Indígena (TI) Kaxinawá da Praia do Carapanã, regularizada desde 2001. Os 13,82 hectares da fazenda sobrepostos à área indígena são, portanto, ilegais.
Os dados foram levantados e checados pelo observatório “De Olho nos Ruralistas” e constam no dossiê “Os invasores políticos”, divulgado nesta quarta (14). “Ratinho [pai] comprou as glebas em 2002, após pagar cerca de R$ 330 mil à Companhia Paranaense de Colonização Agropecuária e Industrial do Acre (Paranacre), empresa apontada como principal promotora de grilagem na região”, explica texto do dossiê.
A fazenda também é vizinha da TI Rio Gregório, que engloba sete aldeias dos povos Yawanawá, Kaxinawá/Huni Kuin e Katukina-Pano. “Na região, Ratinho [pai] possui um histórico de conflitos contra as comunidades indígenas locais — em especial os Yawanawá —, que resistem contra o interesse do apresentador de estabelecer um grande projeto de exploração de madeira na Amazônia”, aponta o dossiê.
A família Massa tem fortuna avaliada em R$ 530 milhões e possui 19 fazendas espalhadas pelo país, investindo principalmente na pecuária e no plantio de soja, milho e café.
O dossiê “Os invasores políticos” foi elaborado pelo observatório “De Olho nos Ruralistas” a partir de informações de imóveis rurais cadastrados e certificados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). As informações relativas a 2021 foram confirmadas uma a uma em comparação com os registros fundiários de 2023. Elas foram obtidas a partir de três bases de dados: o Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), o Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) e o Sistema Nacional de Certificação de Imóveis (SNCI).






