Em Cruzeiro do Sul, poder público afirma que casa de acolhimento deverá ser criada ainda em 2022

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Redação Juruá Online

Cruzeiro do sul, a segunda maior cidade do Estado do Acre, caminha na direção das problemáticas das grandes metrópoles quando o assunto é a quantidade de pessoas em situação de rua. Há três meses, o município registrava menos de 90 pessoas morando nas ruas, em situações adversas e envolvidas com drogas. O número subiu e já são mais 100 . Atualmente, essas pessoas são vistas diariamente no meio cotidiano, principalmente na região central da cidade.

O problema social econômico afeta diretamente na segurança dos comerciantes e da população em geral, já que a maioria dos moradores de rua são usuários de substâncias químicas que acabam efetuando furtos para manter o vício.

Na manhã da última terça-feira (8), mais uma rodada de conversa foi realizada entre Município, Estado e instituições sociais para implantar uma casa de acolhimento a essas pessoas, como explicou o Vice-Prefeito, Henrique Afonso. Segundo o mesmo, a gestão está com uma equipe técnica especializada em cuidar de pessoas em situação de rua.

Foto: Juruá Online

“Nós vamos implantar no mês de novembro, a República dos moradores de rua, intitulada como “República Nova Vida”, uma casa de acolhimento. Teremos toda uma parceria com as igrejas, unidades terapêuticas e outros seguimentos da sociedade para essas pessoas serem ressocialização na sociedade”, ressaltou o vice-prefeito.

Ainda de acordo com Henrique Afonso, a maior dificuldade hoje para a implantação casa de acolhimento é o espaço para locação. “Já estamos trabalhando um ano e seis meses nesse projeto. Estamos com o plano de trabalho todo definido, aprovado e com recursos em caixa de 150 mil. Agora estamos procurando um espaço para alugar e que essas pessoas sejam identificadas. Assim, poderemos saber o que a levou a ir morar na rua, e assim voltem ao seio de suas famílias”, explicou.

Para a Secretária de Assistência Social, Ana Paula Lopes, essa é uma pauta importante, e requer a atenção do poder público. “Sabemos que trabalhar com pessoas em situação de rua é um desafio. Estamos hoje em Cruzeiro do Sul, trazendo essa temática e esse seguimento para podermos dialogar e articular. Já tem um plano Estadual preliminar e hoje estaremos atualizando e trazendo a tona as perspectivas e competências da saúde e educação”, afirmou.

De acordo com Maria Aparecida, responsável pela Fazenda da Esperança Maria Madalena, essa é uma oportunidade às pessoas que moram nas ruas, pois a maioria são dependentes químicos e precisam de tratamento. “Nós, enquanto instituição também acolhemos a todos, aqueles que realmente desejam fazer uma mudança de vida. Acho importante a criação desse novo albergue. Além da reeducação, devemos estar sempre conversando com eles, para que tenham bom senso e consciência da nova mudança”, explicou.

A organização diz ainda, que muitas dessas pessoas já estão sendo identificados, e estratégias estão sendo elaboradas para facilitar o acolhimento quando a instituição for inaugurada.

Foto: Juruá Online
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