logo_oficial.png

Variedades

Em viagem pela Ásia, Bolsonaro se reúne com o presidente da China

A crise ambiental esteve entre os assuntos tratados, nesta sexta-feira (25), pelo presidente Jair Bolsonaro, que está em viagem pela Ásia. Ele se reuniu com o presidente da China, cumprindo uma agenda com foco na economia.
O dia foi de agenda cheia em Pequim. Logo cedo, depois do café da manhã, o presidente falou sobre o interesse brasileiro nos negócios com os chineses e também comentou sobre a agenda interna. Afirmou que o governo deve lançar um pacote que visa estimular emprego para jovens de até 29 anos e para pessoas com mais de 55 anos.
“Você não pode mexer na CLT porque está totalmente engessada, artigo 7º da Constituição. As pessoas sempre falam em direitos. E deveres, como é que fica? Estou sentindo por parte do trabalhador, não sou eu que estou falando, que eles querem... Já falam, se for possível, menos direito e emprego. Do que todos os direitos e desemprego. Começa a chegar na ponta da linha”, afirmou o presidente Jair Bolsonaro.
Ainda sem detalhes do projeto, o presidente Jair Bolsonaro disse que a reforma administrativa está mais avançada. Prometeu que não haverá quebra de estabilidade para quem já está no serviço público, mas admitiu que quem entrar depois pode já não ter o benefício: “Poderá não haver estabilidade para esses, apenas”, disse.
Além da pauta econômica, o presidente também teve que tratar do desastre ambiental no Nordeste. Na quinta (24), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, recebeu muitas críticas ao insinuar que um navio do Greenpeace poderia ter relação com o vazamento de óleo. Nesta sexta (25), o presidente reforçou o comentário do ministro.
Repórter: O ministro Salles citou o Greenpeace que pode ter alguma ligação com os vazamentos, o senhor acredita nisso?
Bolsonaro: Olha, para mim, isso é um ato terrorista. Esse Greenpeace só nos atrapalha. O que ele falou, não pude conversar com ele para entrar em detalhe, mas o Greenpeace só nos atrapalha.
Repórter: O que é um ato terrorista, presidente?
Bolsonaro: Terrorista é você tocar fogo em ônibus, tocar fogo em metrô, jogar óleo no mar.
Repórter: Mas o que aconteceu nas praias brasileiras, o senhor acha que é um ato terrorista? Não pode ter sido um acidente?
Presidente: Pode ter sido um acidente, mas se foi proposital é terrorismo no meu entender.
Repórter: Mas o senhor também acha que o Greenpeace tem envolvimento?
Bolsonaro: Não, não, não, não entro nesse detalhe. Tenho que conversar com o Ricardo Salles. Mas o Greenpeace não nos ajuda em nada.
Ainda pela manhã, em um seminário com empresários brasileiros e chineses, Bolsonaro defendeu a agenda de reformas para a recuperação da economia. À tarde, ele se reuniu com o presidente da Assembleia Popular da China e também com o primeiro-ministro.
O presidente Jair Bolsonaro foi recebido no Grande Palácio do Povo com honras de estado e levou ao presidente chinês Xi Jinping a mensagem de que o Brasil quer intensificar e diversificar as negociações com a China, que, desde 2009, é a principal parceira comercial do Brasil.
Brasil e China assinaram acordos para intensificar as relações comerciais, estimulando, por exemplo, o intercâmbio de estudantes e investimentos no setor energético, além da exportação de produtos como carne bovina termoprocessada e farelo de algodão, usado como ração animal.
No fim da conversa, o presidente presenteou Xi Jinping, que acompanha bastante futebol, com um agasalho do Flamengo, classificado nesta semana para a final da Libertadores.
Sobre a declaração de Bolsonaro de que o Greenpeace só atrapalha, a organização respondeu, em nota, que o Greenpeace luta contra o desmatamento, pela produção de comida saudável e cobra medidas sérias sobre a questão do óleo. O que, segundo a organização, mostra de forma clara que o presidente e o Greenpeace têm visões diferentes de mundo.

 

 sicredi2.png

© Copyright 2015 - Empresa Cruzeirense de Telecomunicações de Rádio e TV LTDA

Image
Image
Image

PUBLICIDADE

Image