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Biólogos alertam para o risco de contaminação de peixes em praias poluídas pelo óleo

Os biólogos analisaram 38 peixes e mariscos coletados em Praia do Forte, Itacimirim e Guarajuba. Todos tinham vestígios de óleo no sistema digestivo ou respiratório. Não se sabe ainda se a carne desses animais foi contaminada. Novos exames precisam ser feitos, mas os pesquisadores recomendaram cautela.

"No momento, evite o consumo desses animais, desses pescados que são oriundos das praias que foram estudadas. O petróleo cru, que é o tipo de óleo que a gente está lidando, ele tem metais pesados na sua composição. E isso pode trazer consequências para daqui a cinco, dez, 20 anos", destaca Francisco Kelmo, diretor do Instituto de Biologia da UFBA.
A Bahia Pesca, o órgão estadual encarregado do setor, também está coletando amostras para análise. Os resultados devem sair no mês que vem.
Em um evento no Paraná, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que até momento não há restrição de consumo: “não, até o momento o Ministério da Agricultura está com todo esse material. Até agora nenhuma informação mais de restrição”.
No principal mercado de pescados de Salvador as vendas despencaram. Segundo os comerciantes, a maior parte da mercadoria vem do Sudeste e do Norte do país, regiões que não foram atingidas pelo óleo.
“Muita gente não sabe disso, aí fica com receio. Caiu mais de 50% o movimento. Isso aqui, era aqui num horário desse tava cheio. Hoje como está? Tá vazio aqui, praticamente, só tem vendedor", diz Luís Carlos Macgayver, comerciante.
Em Porto Sauípe, no litoral norte, a maioria dos pescadores nem tem ido pro mar. O pescador Petronílio dos Santos arriscou e trouxe dez quilos de peixe: "se eu achar quem compre, eu vendo".
Repórter: E se o senhor não conseguir vender?
Pescador: deixo tudo pra comer e dar aos meninos.
"Chegando com o peixe, às vezes, a pessoa, como tá preocupada com essa situação, vai também evitar, muitos vão evitar de comprar", conta Roberto Dias, pescador.
Não está fácil vender porque uma parte da população de Porto Sauípe e também turistas que lotam, nos fins de semana, têm evitado peixes e mariscos por causa do óleo. Algumas barracas de praia já até tiraram do cardápio.
Em um restaurante especializado em frutos do mar, o movimento caiu pela metade, e agora quase todos os clientes só comem carne de boi ou frango. “Tenho medo de contaminação pelo óleo. Não só o peixe, o marisco em geral também”, diz Mário Moreira, aposentado.
Nesta sexta (25), as manchas de óleo chegaram a Ilhéus. Este é o ponto mais ao sul atingido até agora pelo desastre ambiental. Equipes da Prefeitura, da Marinha, bombeiros e voluntários trabalharam com rapidez para limpar a praia. O material viscoso voltou à Ilha de Tinharé, no município de Cairu.
O Ministério da Agricultura declarou que vai intensificar o monitoramento do pescado nas áreas atingidas pelo vazamento. E que até o momento, não foi encontrada qualquer anormalidade no pescado inspecionado pelo governo federal e comercializado na região.

 

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