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Presidente do Peru que assumiu após impeachment é pressionado a renunciar

Duas pessoas morreram no sábado (14) no Peru durante protestos contra a queda de Martin Vizcarra da presidência do país na semana passada.

Com as mortes, agravou-se a última crise política no país: mais da metade dos ministros do presidente interino, Manuel Merino, deixou o cargo, e o próprio líder sofre pressão para renunciar.
No dia 9 de novembro, Vizcarra deixou formalmente o governo após o Congresso aprovar um impeachment por "incapacidade moral". O ex-presidente foi denunciado por receber propinas quando era governador em 2014, o que ele nega.

Desde então, peruanos fizeram marchas e atos políticos nas ruas para protestar contra a destituição de Vizcarra. No sábado, os manifestantes lotaram as praças no centro de Lima.
Em confrontos que aconteceram durante a noite, dois jovens manifestantes foram mortos por ferimentos de balas.

O coordenador nacional de direitos humanos do Peru disse que 102 pessoas ficaram feridas e pelo menos 41 estão desaparecidas. O Ministério da Saúde informou que 63 pessoas foram hospitalizadas após sofrerem ferimentos ou inalar gás lacrimogêneo. Pelo menos nove tiveram ferimentos a bala, disseram as autoridades.
Após a violência, 11 dos 18 ministros renunciaram --eles haviam prestado juramento na quinta-feira.

Pedidos para que Merino renuncie
Merino é o ex-chefe do Congresso. Ele liderou o processo de impeachment de Vizcarra e assumiu a liderança do país na terça-feira passada.

"O presidente Merino deve apresentar sua renúncia neste momento", disse o novo chefe do Congresso, o legislador de centro-direita Luis Valdéz, à estação local América Televisión na manhã deste domingo.

A Assembleia Nacional dos governos regionais do Peru também divulgou um comunicado exigindo a renúncia de Merino, dizendo que ele era "politicamente responsável pelos atos de violência".

O primeiro-ministro Ántero Flores-Aráoz disse em uma entrevista à rádio RPP que se Merino renunciar, ele também partirá.

 

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