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Variedades

H1N2: entenda o que é o novo vírus da gripe detectado no Paraná

Em meio à pandemia de Covid-19, qualquer novo vírus com potencial epidêmico identificado pela ciência assusta. É o caso de uma nova variante do vírus influenza, causador da gripe, identificada em junho pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em uma mulher na cidade de Ibiporã, no Paraná.

As análises revelam que se trata do vírus influenza A(H1N2)v, conhecido por causar infecção em porcos. Segundo a Fiocruz, o caso foi informado ao Ministério da Saúde e notificado à Organização Mundial da Saúde (OMS), já que mutações em microrganismos desse tipo podem ser transmitidas de pessoa para pessoa e, portanto, têm potencial pandêmico.

Mas, segundo a virologista Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do IOC, não há motivo para preocupação. “Essas detecções ocorrem, ao longo dos anos, em diversos países. Não significa que isso vai se transformar em uma pandemia. As medidas de controle são as mesmas para infecções de transmissão respiratória em geral, como lavar as mãos e, em caso de sintomas respiratórios, procurar atendimento médico para fazer análise melhor do quadro clínico”, orienta a pesquisadora, em nota divulgada a imprensa.

De acordo com a OMS, 26 casos de infecção pelo vírus influenza A(H1N2)v foram registrados desde 2005, sendo que a maioria dos pacientes apresentou quadros leves da gripe. No Brasil, um caso da doença já havia sido notificado em 2016.

A Fiocruz explica que, porque os vírus influenza ocorrem em diversas espécies de animais, novas variantes pode ocorrer tanto por mutações do genoma viral quanto pela recombinação entre microrganismos de diferentes espécies. “O vírus identificado no Paraná é caracterizado como uma nova variante porque apresenta configurações genéticas diferentes de outros vírus influenza A (H1N2), incluindo a cepa detectada no Brasil em 2016”, observa Paola Cristina Resende, pesquisadora do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do IOC, também no comunicado.

Realizando o sequenciamento genômico, os cientistas brasileiros observaram que os segmentos H e N da nova variante viral são associados a vírus que circularam anteriormente em humanos e suínos. “Além disso, detectamos genes internos associados ao vírus influenza A (H1N1), que circulam desde 2009”, acrescenta Resende.

De acordo com a OMS, as infecções humanas por vírus de gripe de suínos ocorrem principalmente pelo contato com animais infectados ou ambientes contaminados. No caso de Ibiporã, as investigações ainda estão sendo feitas, mas é possível que a mulher tenha sido infectada no frigorífico de suínos onde trabalha, segundo a Fiocruz.

No mesmo período, outro funcionário do local apresentou sintomas de gripe, mas ele não passou por exames laboratoriais. “Vamos continuar as análises, mas, até o momento, não há evidências de que tenha acontecido transmissão”, reforça Siqueira.

 

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