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Coronavírus: especialista recomenda evitar 'abraços e beijos'

Um dos principais virologistas britânicos recomendou que as pessoas parem de se abraçar e se beijar para evitar o contágio pelo novo coronavírus.

O alerta coincide com proximidade do Dia de São Valentim (Dia dos Namorados no Reino Unido), comemorado nesta sexta-feira (14) e ocorre depois da confirmação do nono caso da doença no país.

Segundo John Oxford, da Universidade Queen Mary de Londres, o novo coronavírus é um "vírus social".
"Acho que precisamos refletir sobre nossas ações sociais, como interagimos com as pessoas, acho que isso é extremamente importante, mais até do que usar uma máscara. Isso (uso de máscara) é uma distração", disse ele à BBC.

"O que precisamos fazer menos é apertar as mãos, abraçar, beijar, esse tipo de coisa, porque o vírus parece que se espalha pela respiração comum, não necessariamente com espirros ou tosses", acrescentou.

Oxford disse acreditar que a introspecção dos britânicos, pouco afeitos a toques, poderia acabar ajudando a evitar a propagação do vírus.

"Ele (vírus) deve odiar o Reino Unido, comparado com a China, pois somos muito introspectivos", disse.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que uma vacina só deve estar disponível em 18 meses.

Na noite de quarta-feira (12), o primeiro caso da doença foi confirmado em Londres.

Mudança de metodologia

Na quarta-feira, 242 pessoas morreram em decorrência do novo coronavírus na Província chinesa de Hubei, epicentro do surto. Foi o maior número de mortes já registrado em um só dia.

Houve também um aumento significativo do número de casos registrados, mas grande parte se deu após a adoção de uma metodologia mais ampla para definir se alguém está infectado ou não.

A mudança, segundo as autoridades chinesas, visa a dar mais celeridade ao tratamento e ao isolamento dos pacientes infectados com a doença, além de ampliar o escopo de quem precisa ser monitorado por eventuais sintomas.

Desde o início de fevereiro, o total de casos novos registrados diariamente na Província não passava de 4 mil e parecia estável — à época, a confirmação dependia de um exame da secreção respiratória, cujo resultado demorava ao menos dois dias e tinha uma precisão baixa, segundo o jornal The New York Times.

Na quarta-feira, quando passou a servir de confirmação também o diagnóstico clínico associado a um exame de imagem do pulmão, o montante saltou para 14.480 novos casos registrados. Desse total, 13.332 foram identificados a partir do novo método.

O surto do novo coronavírus (renomeado para covid-19 pela OMS) surgiu em dezembro na capital de Hubei, Wuhan, que está há semanas sob quarentena. A Província concentra 48.206 dos quase 60 mil casos registrados no mundo até agora (80% do total).

Das 242 mortes registradas na quarta-feira, 135 foram associadas à doença por meio do novo método de diagnóstico. Caso a mudança não tivesse sido adotada, o número de 107 mortes já seria um recorde.

O avanço da doença na China, onde matou mais de 1.350, tem ampliado a pressão sobre o Partido Comunista Chinês, à frente do regime autoritário que comanda o país.

Uma das respostas à população tem sido a troca de autoridades — como, por exemplo, a do secretário do partido em Hubei, a mais alta autoridade a cair até agora, que foi substituído pelo chefe do partido em Xangai. O secretário do partido em Wuhan também deixou o cargo.

Como está o avanço da doença?

A OMS havia afirmado que era muito cedo para prever o auge ou o fim desta crise de saúde pública. "O surto pode ainda tomar qualquer direção", afirmou o diretor-geral da instituição, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Na terça-feira, um eminente epidemiologista chinês, Zhong Nanshan, afirmou que o surto deve passar por um pico neste mês, antes de arrefecer.

Há quatro possíveis vacinas em fase de desenvolvimento pré-clínica, segundo a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan. "Eu acho que nós vamos encontrar a vacina. Mas isso vai levar um tempo. Uma vacina não pode ser feita da noite para o dia."

Especialistas da OMS conseguiram rastrear a origem da transmissão do vírus em 433 dos 441 casos registrados fora da China, em duas dezenas de países.

Metade deles está ligada ao cruzeiro Diamond Princess, que está sob quarentena na costa de Yokohama, no Japão.
O total de casos no navio subiu para 218, após a confirmação recente de mais 44 infectados. Há cerca de 3,7 mil pessoas na embarcação, e quem está doente é levado para hospitais da região.

Cruzeiros têm enfrentado resistência de países que temem uma eventual disseminação da doença. O MS Westerdam, com mais de 2 mil pessoas a bordo, atracou no Camboja depois de ter sido barrado em cinco portos — no Japão, em Taiwan, nas Filipinas, no território americano de Guam e na Tailândia.

O avanço do novo coronavírus tem começado a afetar grandes eventos também fora da China, onde parte das cidades cancelou aulas, restringiu jornadas de trabalho e paralisou o transporte público. A etapa chinesa da nova temporada de Fórmula-1 foi adiada.

Na Espanha, organizadores cancelaram o maior evento do mundo de telefonia móvel, o Mobile World Congress (MWC), que atrai milhares de pessoas ao país.

Hong Kong e Cingapura adiaram eventos relacionados ao rúgbi. E o Centro de Controle e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos disse estar se preparando para o momento em que o novo coronavírus "fincar o pé nos EUA". Trezes casos foram confirmados no país até agora.

Sem casos registrados até o momento, o Brasil repatriou 34 cidadãos que estavam em Wuhan. Eles estão sob quarentena em uma base militar de Anápolis (GO), e não apresentaram sintomas ligados à doença, como febre, tosse e falta de ar.

 

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