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    Ceará cria barreiras para evitar que o vazamento de óleo atinja praias e mangues

    Desde que as manchas de óleo começaram a sujar praias do Nordeste, o litoral do Ceará teve 18 pontos contaminados. Agora, as ações se concentram em criar barreiras de contenção.
    A Praia do Cumbuco, em Caucaia, é conhecida como um paraíso que reúne praticantes de kitesurf do mundo todo. Mas, hoje, a concentração foi de bombeiros para um mutirão de limpeza que retirou 11 toneladas de óleo. A mancha reapareceu nesta semana e fez a prefeitura decretar situação de emergência.
    "A gente chegou aqui e tomou um susto porque a praia estava toda contaminada de óleo", conta Gilvan Torres, pescador.
    Enquanto isso, o que parece uma rede de pesca, é uma estratégia do governo estadual para evitar que a mancha atinja lugares importantes para a preservação do meio ambiente. Ela é presa a boias para formar uma barreira de contenção.
    "Há uma malha e embaixo dessa malha correntes; justamente de três, quatro metros, pra evitar que a mancha que vem a meio metro, um metro de profundidade, ela não passe”, diz Arthur Bruno, secretário de Meio Ambiente do Ceará.
    O primeiro equipamento está sendo instalado no encontro do Rio Jaguaribe com o mar, a pouco mais de 130 quilômetros de Fortaleza. São três barreiras, a 100 metros uma da outra, que servem como obstáculos para o óleo sem impedir a navegação.
    A foz do Rio Jaguaribe foi escolhida para esse trabalho de prevenção por ele ser o maior e principal rio do Ceará, responsável pelo abastecimento de açudes como o Castanhão, um dos maiores do Nordeste. Mas também por essa ser uma área rodeada de manguezal: um berçário da vida marinha.
    “A intenção desse projeto é que a gente consiga preservar os manguezais, todo ecossistema que está aqui no rio e também toda a cadeia econômica que é dependente desse rio. E nós não temos noção de quantos anos levaria pra gente poder recuperar esse ambiente", diz Mirela Holanda, superintendente do Instituo de Qualidade de Meio Ambiente/Acarati.
    Até o último domingo foram registrados 70 casos de intoxicação pelo óleo.
    O Ministério da Saúde voltou a recomendar que as pessoas evitem o contato direto com as substâncias. Mais de 300 localidades dos nove estados da região registraram a presença de manchas.

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