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Polícia

Moradores do bairro da Lagoa acusam polícia de agressão

Apesar de se tratar de um local com alto índice de criminalidade e ser uma região periférica, no Trapiche da Lagoa também moram pessoas de bem e muitos moradores antigos. Essas pessoas procuraram a equipe de reportagem da TV Juruá para reclamar de possíveis ações truculentas da Polícia Militar.

Segundo o estudante Janisson Pereira, a última vez que foi agredido foi na noite do dia 21 de novembro, após uma queima de fogos que aconteceu na cidade.

“Eu estava dormindo na minha residência, quando a polícia militar e o giro entraram em alguns bairros, e o nosso foi um deles. Eles saíram arrombando as portas de casa em casa. Na minha eles deram dois chutes, eu acordei atordoado e perguntei quem era. Eles disseram que era a polícia militar e pediram para eu abrir a porta, colocar a mão para trás e deitar”, contou.

Ele acusa que os policiais o agrediram no momento que abria a porta da casa.

“Quando eu tirei o cadeado da corrente eles já meteram outro chute e me abordaram com um tapa na minha cara, e eu já cai no chão, eles pularam em cima de mim e deram uma sequência de mais três tapas, eles colocaram um saco na minha cara me sufocando, eu gritei e eles tiraram, após isso um do giro me enforcou até eu desmaiar, e depois deram um chute e eu retornei. Eles continuaram me espancando e me batendo. Na minha casa tinha um terçado e eles me bateram e depois me bateram com ripa. Eu fiz o corpo de delito que comprovou o espancamento”, destacou.

O rapaz que é homossexual diz que não entende porque estaria sendo perseguido com a ação dos policiais dentro do bairro.

“Eu não sei o que eles tem contra mim, pois essa não é a primeira vez que acontece. Todo mundo aqui sabe que sou uma pessoa de bem, faço cursos e estudo”, enfatizou.

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Outra moradora também reclamou de agressões dentro da comunidade.

“Eles abordaram a gente antes, perto do comercial, e quando chegamos perto do bar ele me chamou de sapatão e já veio batendo. Levaram nós para porta do banheiro e batia minha cabeça no muro”, relatou.  

O irmão dela também alega que foi agredido e ameaçado nesta ocasião.

“Na hora que eles chegaram já foi batendo e disseram que iam nos matar, e expulsar eu e minha irmã. Minha cabeça ainda tem os hematomas onde eles bateram com o taco de sinuca”, relatou.

Outro homem, que é morador no local, faz um apelo as autoridades e diz que as crianças também sofrem com a truculência.

“Gostaria de pedir ajuda as autoridades, pois toda vez que eles entram aqui é essa violência. Queremos ser tratados como seres humanos e não como animais”, destacou.

A equipe de reportagem da TV Juruá procurou o comando do 6º batalhão da Polícia Militar, que preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

 

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