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Economia

Governo lança campanha para que farinha seja reconhecida como Patrimônio Nacional

O governo do Estado lança nesta quinta-feira, 26, uma campanha que reivindica que a farinha de mandioca de Cruzeiro do Sul seja reconhecida como Patrimônio Estadual e Nacional. A petição pode ser assinada no endereço eletrônico: www.agencia.ac.gov.br ou no acre.gov.br.

As assinaturas serão entregues ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O registro de um bem cultural passa pela avaliação do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do instituto. O pedido pode ser apresentado por instituições governamentais ou por associações da sociedade civil. O processo termina com a inscrição do bem imaterial no Livro de Registro e a entrega do certificado à comunidade que detém o bem.

A documentação referente às pesquisas que foram feitas sobre o modo de fazer a farinha de Cruzeiro do Sul, as assinaturas e um vídeo documentário serão entregues ao Iphan e ao Conselho Estadual de Patrimônio do Acre.

“Estamos retornando nas casas tradicionais de farinha e colhendo novos depoimentos. O pedido para que a farinha se torne Patrimônio Nacional será feito com base em toda uma documentação, trabalho de pesquisas, e principalmente com a anuência e participação ativa da comunidade”, destacou a historiadora Departamento do Patrimônio Histórico da Fundação de Cultura Elias Mansour, Irineida Nobre.

O processo de valorização e reconhecimento da farinha de Cruzeiro do Sul tem se intensificado nos últimos anos. Em 2017, a farinha de Cruzeiro do Sul conquistou o registro de Indicação Geográfica (IG). Esta documentação é concedida a produtos de comprovada excelência e a procedência que possuem características do seu local de origem, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado.

Outro fator importante é a proposição do decreto que prevê a salvaguarda do modo de fazer a farinha de Cruzeiro do Sul. De acordo com o documento, o modo de fazer a farinha fica salvaguardado como patrimônio Cultural do Estado do Acre, por se tratar de um bem cultural que proporciona ao seu povo uma identidade de pertencimento ao ambiente.

A salvaguarda garante a vigência do bem cultural como fruto da comunidade em que o produto é feito, deixando claro a origem e a identidade cultural para a memória e história de seu povo.

 

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