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Cotidiano

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Escolas estaduais se adaptam à pandemia e aulas seguem de maneira remota

A suspensão das aulas presenciais nas escolas do estado do Acre é um outro fator que afetou todas as famílias acreanas. A maioria das escolas estaduais, principalmente as urbanas, está realizando aulas online com vídeos e a interação entre equipes gestoras, professores e alunos acontecendo por meio de aplicativos.

O Governo do Estado, por meio da SEE, orienta um regime especial de atividades escolares não presenciais para o cumprimento do calendário letivo de 2020. No Acre, as aulas presenciais estão paralisadas desde o dia 17 de março e desde então, as escolas públicas driblam as dificuldades e tentam se adaptar à chamada “nova educação”. A equipe da Secretaria, dos Núcleos da Educação, equipe escolar e professores se redescobriram, preparando aulas e atividades remotas, para ajudar os alunos a não ficarem ociosos e não perderem o ano letivo.

Ressaltando o planejamento docente com crucial qualidade das atividades enviadas aos alunos, os encontros virtuais tem se tornado uma rotina de trabalho e segue sempre um cronograma semanal entre as modalidades de ensino (EJA, Ensino Médio, Ensino Fundamental I e II). O olhar é mais atento para as escolas da zona rural, em que as atividades são voltadas para a realidade local, adaptando a logística de deslocamento, acessibilidade de comunicação e a vivência de cada família.

“Estamos trabalhando com o que é possível fazer, levando em consideração o contexto de cada escola. Vale ressaltar que as equipes gestoras e professores têm desenvolvido trabalhos bem interessantes.”, relata Rocinete Santos, coordenadora de ensino do Núcleo da SEE/CZS.

Segundo ela, há unidades de ensino na zona urbana que chegam alcançar 80% dos alunos; já nas escolas rurais o índice reduz devido as localidades serem bem distantes uma das outras, o acesso é inviável e muitos alunos mudam de um lugar para outro. “A ajuda dos pais também é primordial nesse novo formato, e nesse quesito encontramos também algumas dificuldades de acompanhamento, pois alguns aceitam o ensino remoto, outros acham uma perda de tempo”, destacou a coordenadora.

Escola em Casa

Paralelo a esse trabalho, a Secretaria de Educação lançou no dia 22 de junho, o programa “Escola em casa”, que permite a realização da carga horária escolar da rede pública a distância por meio de videoaulas e audioaulas que reforçam as aulas que já estavam ocorrendo online desde abril.

Desde que as aulas presenciais foram suspensas, a equipe de Ensino do Núcleo da SEE em Cruzeiro do Sul vem realizando ações de acompanhamento e orientações às equipes escolares. Durante esta semana, do dia 4 ao dia 6 de agosto, o grupo estará reunido de maneira virtual com os gestores e coordenadores das escolas, para tentar alinhar a reposição das aulas e atividades a partir das orientações do Conselho Nacional e Estadual de Educação e da própria SEE.

“Com as aulas online estabelecemos rotina, contribuindo para que em meio a pandemia o educando não perca o vínculo com as questões educativas. Os professores fazem vídeos, slides, elaboram atividades e buscam contato frequentes com os alunos. Intensificamos a interação”, comentou Ruth Bernardino, coordenadora do Núcleo da Educação em Cruzeiro do Sul.

“O trabalho em casa está mais intenso”

Há um planejamento a seguir, com muito conteúdo a ser trabalhado (do Ensino Fundamental, que é base para o Ensino Médio, e conteúdos do Médio, que são é a base para o Exame Nacional – ENEM). Os professores dão continuidade ao currículo, integrando conhecimentos com as áreas das ciências humanas e naturais, com o meio ambiente, o corpo e a mente. São atividades diferenciadas impressas ou aulas gravadas, através de aplicativos utilizados em casa ou na própria escola.

“Ao contrário do que se possa imaginar, o trabalho em casa está mais intenso. Os professores estão o tempo todo produzindo aulas, se adaptando ao uso de ferramentas que não sabiam, alguns com mais dificuldades, outros com menos. Complementando esse trabalho, os docentes também se deslocam até a casa dos alunos que não possuem internet, celular ou computador, para que os conteúdos alcancem grande parte dos discentes que moram nas áreas de difícil acesso. Existe a necessidade de manter o aluno ocupado, interagindo e aprendendo diante de toda essa loucura ocasionada pelo novo Coronavírus”, ressaltou Ruth.

Diferença entre ensino remoto e ensino a distância

Com o intuito de manter as atividades e disciplinas, as instituições de ensino recorreram a plataformas virtuais, em um modelo de ensino a distância.

Uma atividade ou aula remota é a solução temporária para continuar as atividades pedagógicas e tem como principal ferramenta a internet. Essas aulas surgiram com a finalidade de minimizar os impactos na aprendizagem dos estudantes advindos do sistema de ensino originalmente presencial, aplicadas neste momento de crise.

Assim, não se pode considerar as aulas remotas uma modalidade ensino, mas uma solução rápida e acessível para muitas instituições. Normalmente é utilizada em um curto período de tempo, diferentemente da EaD, que tem sua estrutura e metodologia pensadas para garantir o ensino e educação a distancia.

“As aulas e atividades remotas são aplicadas pontualmente, basicamente acompanhamos o ensino presencial aplicado em plataformas digitais. Enquanto isso, a EaD foi desenhada para prestar atendimento, aplicar atividades, aulas e outras demandas em um ambiente virtual de aprendizagem, com apoio de tutores e recursos tecnológicos que favorecem o ensino. Por se tratar de uma modalidade, possui um modo de funcionamento próprio”, concluiu Ruth.

 

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