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Cotidiano

Consumidores cruzeirenses sentem ‘Efeito Coronavírus’ em aumento no preço de produtos

O inevitável efeito coronavírus já chegou na mesa do consumidor. Assim como ocorreu nos outros estados do Brasil, os cruzeirenses sentiram neste último final de semana a diferença no preço de produtos que fazem parte da cesta básica, com um aumento nos valores.  Após muita reclamação e questionamentos de populares, o Ministério Público está investigando empresas de Cruzeiro do Sul, para de fato saber se estão ou não aplicando aumentos abusivos no preço dos alimentos comercializados.

Após a medida do MP, alguns comerciantes de Cruzeiro do Sul se posicionaram sobre o assunto. O Presidente da Associação Comercial enfatizou que considera a medida positiva, uma vez que os empresários poderão explicar os motivos dos aumentos.

“De certa maneira consideramos positivo que haja a preocupação dessa investigação, para que o empresário frente a esses boatos possa mostrar a verdade dos fatos. Infelizmente é uma situação que não é restrita à Cruzeiro do Sul, é um fenômeno nacional. Os empresários estão dispostos a dialogar, apresentando as notas fiscais e pedidos dos fornecedores, e mostrar o que vem ocorrendo principalmente com os produtos da cesta básica

O que mais gerou polêmica nessa semana foi o preço do ovo, onde uma imagem que circulou pela internet mostrava a cartela do produto, com 30 unidades, sendo comercializada pelo preço de R$20, o que antes era comercializado entre R$12 a R$14 reais. O presidente da Associação Comercial explicou que mesmo tendo fornecedores na região, a demanda nos últimos dias foi maior que o normal.

“Em relação ao ovo, ocorreu um grande aumento de demanda, e diminuição da oferta, isso é um fato. Outro ponto é que as empresas distribuidoras desse produto passaram a atrasar ou deixar de fornecer para região, e a produtora regional não tem condição de atender o mercado, essa é outra realidade. E tem o caso específico de um problema localizado, que já foi esclarecido em nota pelo supermercado”, enfatizou o presidente.

O empresário Neto Tomé, que tem uma rede de supermercados, esclarece que o aumento de preço em alguns produtos foi ocasionado pela demanda nas indústrias e repassado pelos fornecedores, com ajuste no preço. Segundo o empresário, toda a classe está se mobilizando para não faltar alimentos nas prateleiras dos supermercados.

“Houve sim um aumento de preço por parte da indústria e dos fornecedores, isso deve-se ao fato desse consumo nas últimas semanas, onde as pessoas com desespero de fazer estoques em casa, não apenas no Acre, mas em todo Brasil, e pegou todos os fornecedores e indústrias despreparados para atender a demanda, tanto é que estamos tentando repor estoque e não estamos conseguindo, e o que conseguimos vem com aumento”, explicou.

Uma  das dificuldades enfrentadas pela classe empresarial , é manter os estabelecimentos abertos e pagar funcionários e os impostos .

“O desafio em um momento como esse é muito grande. Meu segmento de varejo alimentar  permanece funcionando, mas tenho que pensar nos demais colegas que estão com as lojas fechadas e tem aluguel para pagar, folha de pagamento, além dos tributos. É um fardo muito pesado”, enfatizou o empresário.

 

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