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Cotidiano

Justiça nega liberdade a dois ex-secretários municipais e ao coordenador da ONG

O desembargador Pedro Ranzi, do Tribunal de Justiça do Acre, julgou e negou nesta quinta-feira (20), três pedidos de habeas corpus impetrados pelos advogados da ex-chefe de gabinete da Prefeitura de Cruzeiro do Sul, Idelcleide Cordeiro, do ex-secretário de comunicação Paulo Sá e do coordenador Nacional da ONG CBCN, Jocélio Araújo de Melo.Os pedidos de liberdade foram feitos de forma separada, cada defesa apresentando os seus argumentos.

Os advogados dos três presos em questão, defenderam que a justiça estadual, não teria competência para julgar as supostas irregularidades, envolvendo recursos federais. A defesa de Idelcleide Cordeiro pede que o processo seja declarado nulo com a imediata soltura dos envolvidos. A defesa do secretário de comunicação Paulo Sá, informou no pedido, que não existe qualquer indício da participação dele nos crimes imputados e algo que justifique a prisão, já que as supostas irregularidades teriam sido cometidas por terceiros.

O desembargador Pedro Ranzi informou na decisão, que não foram apresentadas provas incontestáveis para sustentar as alegações da defesa e que incialmente em juízo primário decidiu não conceder a liberdade. Além das três pessoas em questão, outras quatro estão presas temporariamente.A prisão que incialmente era de cinco dias foi prorrogada por mais cinco e caso não haja a decretação da prisão preventiva, os sete devem deixar a prisão na segunda-feira (24).

A Operação Presságio da Polícia Federal, realizou as prisões no último dia 14 e cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão em casas, empresas e repartições públicas. A investigação busca apurar desvio de dinheiro público do município de Cruzeiro do Sul, por meio da ONG CBCN que foi contratada para realizar serviços de limpeza e na parte ambiental, no entanto, realizava asfaltamento de ruas e contratava servidores para atuar em diversas secretarias.

A Polícia Federal apura supostos crimes de corrupção passiva e ativa, formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, segundo consta na decisão do desembargador.

 

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