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    Cotidiano

    Tribunal de Justiça de São Paulo decreta prisão de advogado cruzeirense

    O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por meio de uma sentença assinada pelo Juiz de Direito, Dr. Luis Augusto Da Silva Campoy, determinou a prisão em caráter de urgência do advogado cruzeirense Jairo Teles de Castro, condenado por apropriação indébita e falsificação de documentos. As duas condenações juntas somam a pena de 3 anos e 07 meses de prisão em regime semi-aberto e multa.

    O advogado que atua como conselheiro da OAB/AC e procurador da Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul foi condenado por desvio de R$ 130 mil de um diretório estudantil de uma universidade em Marília (SP), durante período em que foi presidente da entidade.

    Por telefone, o advogado Jairo Castro informou a reportegem da TV Juruá que encontra-se em Brasília, e deverá recorrer da decisão para fazer sua defesa.decisão

    O caso

    Segundo a denúncia do Ministério Público, Castro geriu o diretório acadêmico entre o início de 2008 e meados do ano seguinte.

    Nesse período, a entidade mantinha o projeto “Cópia Camarada”, no qual todos os alunos associados ao órgão pagavam por cada página copiada metade do valor cobrado por uma empresa que atuava na universidade, R$ 0,05 à época. A outra metade era custeada pelo diretório.

    Entretanto, o réu, responsável pela entrada e saída de dinheiro, teria se apropriado indevidamente de R$ 59.693,50, pertencente ao diretório, no período compreendido entre fevereiro a dezembro de 2008 e outros R$ 70.330,35 entre fevereiro e junho de 2009, totalizando R$ 130.023,85.

    Para justificar elevados valores contabilizados como gastos com o projeto, o acusado teria apresentado aos demais integrantes do diretório recibos falsificados da empresa copiadora, já que esses não foram emitidos de fato pelo representante da prestadora de serviços, que confirmou a adulteração em juízo.

    Além disso, testemunhas ouvidas durante a fase de instrução do processo relataram uma melhora significativa na qualidade de vida do acusado durante sua gestão. Interrogado, Castro negou ter se apropriado do montante, que o dinheiro obtido com o projeto foi aplicado no próprio diretório e argumentou que o valor da cópia subiu, com os alunos continuando a pagar R$ 0,05 e o órgão arcando com o montante superior. Ele também refutou ter falsificado as notas, alegando que todos os documentos fiscais foram assinados pelo representante da prestadora de serviços. Ainda afirmou ter sido vítima de perseguição política.

    Matéria atualizada às 11h24, de 07 de novembro de 2019

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