Juruá Online

RITA ANDRADE

“A gente também gosta de folia”, disse um dos meus seguidores com deficiência

O Carnaval é uma das manifestações culturais mais populares do mundo e todos os anos, durante alguns dias atrai a energia fervorosa de uma gama de gente diferente e de todas as idades para ruas, camarotes, blocos etc. No entanto, diante dessa celebração de diversidade e cultura podemos comprovar que as pessoas com qualquer tipo de deficiência também gostam de folia. É tanto que, a cada época carnavalesca elas quebram muitas barreiras para fazerem o número de suas participações subir.

No entanto, apesar de ainda haver várias deficiências arquitetônicas nas cidades brasileiras, a mídia noticiou boas iniciativas que cederam espaços para as pessoas com limitação física, auditiva, visual e cognitiva no Carnaval 2020, como, por exemplo: Bloco “Todo mundo cabe no mundo”, Bloco “Senta que eu empurro”, “Bloco Inclusivo Eficiência e Folia”... Além disso, algumas Escolas de Samba levaram a inclusão social em pessoa para desfilar na avenida. É claro que essa propagação extensa da folia inclusiva me deixou muito orgulhosa e feliz, porque isso mostra o quanto uma parte significativa dessa comunidade está conseguindo impor cada vez mais a sua voz e desejo perante aos indivíduos que até então exercem o preconceito.

Porém, o meu orgulho e felicidade sobre a questão carnavalesca ainda não alcançam todo o Brasil. Ainda falta muito, muita coisa, principalmente a vontade das próprias pessoas com deficiências falar mais alto. Aqui em Cruzeiro do Sul, por exemplo, não sentimos cheiro e muito menos o sabor de bloquinhos inclusivos tomando de conta das ruas cruzeirenses. Acho que deveria ser legal criarmos essa tradição para cá. E isso, muitas das vezes não depende só de Prefeito, Secretário de Cultura ou setores públicos, sabe? A ação tem que partir da família que tem alguém com deficiência, tem que partir da gente que quer engrandecer a sua representatividade no mundo, pois, apenas com o interesse próprio conquistamos ajudas para curtimos o que essa época reproduz.

Ritinha Andrade

 

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