Juruá Online

RITA ANDRADE

Representando nossa força

 Há um pouco mais de um mês, o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo sediou o Campeonato Brasileiro de Bocha 2019. Ele contou com a participação de mais de 70 atletas representando a força dos seus estados. O Acre, no entanto, foi um desses estados, no qual teve a sua força representada através de 03 atletas – Eduardo (BC1), Ricardo (BC3) e Ritinha (BC1).

            Nós não avançamos na competição, não conseguimos um dos alvos que tanto queríamos e trabalhamos para chegar. Mas, saímos de mais um Brasileiro, revigorados, cheios de aprendizados (que, com certeza vamos utilizar para melhorar) e muito orgulhosos da gente. Orgulhosos, porque cada um de nós superou várias situações para dar o seu melhor em quadra. E demos! Eu, particularmente, não trabalhei só as técnicas de jogadas. Eu e a minha parceira Keith trabalhamos a nossa sintonia, confiança, mente, etc. Um conjunto de coisas que evoluiu tanto que só de lembrar do nosso equilíbrio em relação a todos esses fatores e de saber o quanto jogamos BEM no Campeonato Nacional desse ano vivo a plena convicção de que valeu a pena toda a nossa dedicação pela bocha.

            Entretanto, toda essa dedicação me rendeu uma avalanche de tantas coisas boas que eu nem sei explicar. Algumas delas aconteceram nessa última fase do ano, por meio de corações grandes e gentis. Dois desses corações são o da minha fisioterapeuta Dani e o do vereador Franciney, que juntos me doaram uma quantia que me ajudou a custear uma maleta de bocha que eu tinha encomendado fora do estado. Já os outros corações são os da equipe da Prefeitura de Cruzeiro do Sul. Eles se reuniram e decidiram fazer uma surpresa me agraciando com outra maleta e um novo kit de bocha (eu realmente estava precisando).

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            Sem contar que, durante todo o ano de 2019 recebemos a ajuda do Sesc de Cruzeiro do Sul, CIE, Assistência Social, Clínica Vitalle, APA, Secretaria de Saúde, família, amigos e Prefeitura da nossa cidade. E eu não vou mentir que me senti muito valorizada com todos esses apoios e quando o Vice-prefeito junto com o Secretário de esporte e uma pequena comitiva foram assistir o meu último treino antes da viagem. E, além disso, quando o nosso Prefeito, que estava cumprindo uma agenda em São Paulo resolveu ir, pessoalmente me presentear com os novos materiais e conhecer algumas das instalações do CT Paralímpico eu fiquei nas nuvens de tão feliz, porque verdades sejam ditas: não é em toda gestão que vemos um Prefeito se interessando, ajudando, conhecendo de pertinho o ambiente que você tanto venera e ama. Então, isso foi extremamente gratificante e encorajador.

            No mais, em virtude de toda essa avalanche positiva, de todas essas bênçãos e dessa união de esforços que se fez para me ajudar eu só posso dizer que sou muito abençoada. Não tenho um pingo de dúvidas! E isso se tornou mais patente depois que conheci a Luana, atleta de bocha de Recife. Nós dividimos o mesmo quarto no CT e ela me confidenciou e me deu permissão para contar para vocês que só o que tinha vontade de fazer com o prefeito da cidade dela era: jogar uma bola de bocha na cabeça dele, pois ele não ajuda os atletas paralímpicos em nada. Contudo, ouvir a realidade da Luana, na qual alguns anos atrás também era a minha é muito indignante, triste, sabe? Se eu pudesse, distribuiria mais e mais Ilderlei e toda a sua equipe pelo mundo só para dar aos atletas talentosos como a Luana e muitos outros os mesmos incentivos que estou tendo.

Portanto, já que estamos em uma época de renovações e já, já começaremos um novo ano ouso pedir para que as gestões de outros municípios se importem, desenvolvam, ajudem e dêem aos seus atletas a oportunidade de mostrar as suas forças através do esporte paralímpico.

Ritinha Andrade

 

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