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Professores e gestores de escolas de Rio Branco se posicionam contra retorno presencial das aulas

Após a Secretaria de Educação de Rio Branco (Seme) anunciar o retorno das aulas presenciais para o dia 8 de fevereiro, na quarta-feira (20), professores, coordenadores e outros gestores de escolas se posicionaram, nesta quinta (21), contra a volta dos alunos para as aulas de salas.

O posicionamento foi exposto durante uma reunião com representantes da Seme, que apresentaram o planejamento para retomada das aulas presenciais para mais de 1,8 mil alunos do 5º ano do município para concluir o calendário letivo de 2020.

Esse planejamento inclui ainda que alunos do ensino infantil, que abrange creches e pré-escola, sigam com as aulas remotas. O calendário escolar de 2020 deve ser concluído em abril. O ano letivo de 2021 começa logo em seguida, no mês de maio.

"Fomos surpreendidos, na verdade, com essa data veiculada na mídia para o dia 8 de fevereiro. O que estamos pedindo enquanto colegiado de gestores é que a secretaria tenha um diálogo com as equipes de gestores e sejamos informados para que se tenha um conhecimento do que está acontecendo na escola", afirmou a gestora da Escola Municipal José Potyguara, Denise Souza.

As aulas presenciais nas redes pública e privada foram suspensas em março de 2020, semana em que o Acre confirmou os três primeiros casos de Covid-19. Desde então, os alunos passaram a ter acesso ao conteúdo escolar pela internet por videoaulas, pelo rádio com audioaulas, pela televisão e também pelo material impresso adquirido nas escolas.

Enquete

Ainda segundo Denise, os gestores das escolas fizeram uma enquete para saber a opinião dos pais sobre o retorno dos filhos para as salas de aulas. Segundo ela, apenas 10% das famílias aprovam essa retomada.

"A maioria não se sente segura e elas estão dispostas a fazer com que o aluno perca o ano letivo do que retornar para as salas de aulas. Até o momento, embora tenha começado bem mais tarde do que o Estado, estávamos apostando nas aulas on-line. Não alcançou 100%, mas, para o momento e a situação em que estamos vivendo, é o que temos de mais próximo e viável com os alunos. As escolas têm tido o cuidado de imprimir as atividades, de elaborar e as famílias vão até a escola buscar e levar para casa para o aluno realizar", frisou.

Diante da incerteza e embate com os gestores das escolas, a Seme disse que vai reavaliar a data e está aberta para o diálogo com os professores. À Rede Amazônica Acre, a diretora de Ensino da Educação, Maria Zélia da Silva Mendonça, destacou que o calendário letivo do município está devassado devido à demora da antiga gestão iniciar as aulas on-line.

"Iniciamos só em outubro, então, tivemos um prejuízo nesse sentido em relação à rede estadual, que iniciou em julho. Pensamos em uma proposta de avançar com as crianças do 5º ano, visto que vão para o sexto ano e mudam de rede. Elaboramos propostas que estão sendo discutidas aqui com a maior seriedade possível e vamos ouvir as opiniões e falas de nossos gestores e, como o nome diz, são propostas, que podem ser alteradas e refeitas. Vamos continuar, com toda certeza, com as atividades remotas. Temos o portal da educação com muitas atividades pedagógicas lançadas e outras que serão lançadas para todas as crianças", justificou.

 

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