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Servidores da Educação prometem paralisação no AC: “A vida é mais importante que o ano letivo”

 

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, questionou, em suas redes sociais, se o prefeito Tião Bocalom (PP) vai vacinar os trabalhadores para garantir a volta às aulas em segurança.

“Prefeito vai vacinar trabalhadores e alunos? Sem Vacinação não vamos para sala de aula e a grande maioria dos pais se recusam enviar seus filhos para a escola. Bom senso, homem. A vida é mais importante que o ano letivo”, escreveu Rosana Nascimento, presidente do Sinteac.


A Secretaria Municipal de Educação (Seme) anunciou nesta quarta o retorno das aulas presenciais para 1.800 alunos do 5º ano do Ensino Fundamental a partir de fevereiro. Na ocasião, a secretária Nabiha Bestene afirmou que já há planos para vacinar os trabalhadores, mas não disse quando aconteceria a imunização.

Entenda: Bocalom bate o martelo e 1.800 crianças voltam às aulas presenciais no próximo dia 8

A primeira leva de doses da CoronaVac para a capital foi de apenas 3.600 e não será suficiente para vacinar nem os grupos prioritários definidos pelo governo federal, que são profissionais da saúde, idosos em abrigos e indígenas. Professores não fazem parte de grupos prioritários e não serão vacinados antes do início das aulas definidas pelo prefeito Bocalom.

A decisão da volta às aulas não agradou os trabalhadores, que marcaram uma manifestação em frente ao Palácio Rio Branco para o próximo dia 1, a partir das 8h. O ato reunirá também servidores da rede estadual. Eles querem ainda correção salarial por parte do governo do estado.

Na semana passada, o secretário de estado de Saúde, Mauro Sérgio, esteve na Casa Civil e apresentou à equipe econômica do governo uma proposta de mudança do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCR) dos servidores.

A nota da direção unificada dos sindicatos da Educação que convoca para o ato no dia 1º criticou o encontro. “Essa conversa de que a reunião na Casa Civil serviu de apronto para que seja formada uma comissão que estudará a correção salarial dos trabalhadores em educação é apenas uma enrolação de tempo para atravessarmos o ano de 2021 sem nenhum ganho”.

 

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