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Escola Cívico-Militar Madre Adelgundes Becker certifica alunos nota 10 por empenho nas atividades remotas

Em meio a um momento atípico, que exige dedicação e muito esforço tanto das escolas, como dos estudantes e pais, a Escola Cívico-Militar Madre Adelgundes Becker, localizada em Cruzeiro do Sul, distante 635 km da capital Rio Branco, decidiu homenagear na manhã desta terça-feira, 13, os alunos e familiares que se destacaram na realização das atividades remotas nesse período de aulas não presenciais.

“Decidimos certificar nossos alunos ‘nota 10’, como forma de premiar e reconhecer todo o esforço, a dedicação e o compromisso desses discentes no período de isolamento social. Mesmo com toda a dificuldade, eles realizaram as atividades propostas pelos professores e entregaram na data determinada. Estendemos a homenagem também às famílias, porque tudo isso só foi possível com a ajuda e acompanhamento delas em casa”, destacou Raimunda Lebre, diretora da escola.
Para a aluna Mary Carla Saraiva, o momento foi muito especial para ela e seus familiares. “Foi uma ideia muito legal, pois nos incentiva a estudar mais, ser pontual com as atividades e buscar melhorar cada vez mais”, observou.

Maria Edivânia Brito, mãe de uma das alunas homenageadas, salientou a importância de a família participar da vida educacional dos filhos: “A certificação é o fruto do acompanhamento, da dedicação que estamos tendo em casa para ajudar nossos filhos nas atividades escolares. A alegria é imensa”.

As equipes escolares têm buscado estratégias para diferenciar a aprendizagem neste momento de fechamento das escolas por conta da pandemia. Há preocupação também com questões de equidade, já que os alunos que mais reprovam são os de bairros da periferia, em condições desfavoráveis de aprendizagem por causa do seu contexto social e familiar. É preciso atenção às necessidades de cada estudante.
A coordenadora do núcleo da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes (SEE) em Cruzeiro do Sul, Ruth Bernardino, parabenizou a equipe da Madre Adelgundes Becker pela iniciativa. “Devido a todas as mudanças ocorridas no mundo por conta do coronavírus, 2020 não é ano para as escolas se preocuparem com nota e, sim, com acolhimento, inclusão, busca ativa e motivação dos alunos”, pontuou.

Ruth explicou que os órgãos educacionais recomendam que não haja reprovações. O apoio da família também é primordial aos trabalhos e atividades que vêm sendo propostos pelas escolas aos alunos. “Os estudantes estão vivendo um momento muito difícil de isolamento social, muitos pais perderam emprego, muitos parentes perderam a vida. A escola deve ser mais solidária e as famílias mais parceiras, para que os alunos não abandonem de vez os estudos”, ponderou.

A coordenadora também relatou que a Secretaria de Educação recomenda que sejam feitas avaliações para verificar a aprendizagem. O consenso é que as redes façam uma grande avaliação diagnóstica na volta às aulas para entender o que cada aluno conseguiu aprender no período em casa.
Avaliações
Apesar da dificuldade na rede pública, não há proibição para que as avaliações sejam realizadas no período de fechamento das escolas e educação a distância. O Conselho Nacional de Educação (CNE), em parecer homologado pelo MEC, recomenda cuidado para não criar desigualdades, mas sugere algumas formas de se examinar os alunos. Entre elas, provas orais e discursivas, a participação em aulas online e pedidos de pesquisas.

As escolas têm feito muitas adaptações para conseguir fazer provas. O parecer do CNE diz que “as avaliações e exames de conclusão do ano letivo de 2020 das escolas deverão levar em conta os conteúdos curriculares efetivamente oferecidos aos estudantes, considerando o contexto excepcional da pandemia, com o objetivo de evitar o aumento da reprovação e do abandono. E o calendário poderá invadir o ano de 2021, se houver necessidade.

 

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