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Acre

Justiça determina que Correios do AC forneçam condições de proteção aos servidores contra Covid-19

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Acre entrou na Justiça do Trabalho para garantir que as recomendações de proteção e saúde de prevenção ao novo coronavírus sejam cumpridas pela empresa. Nesta segunda-feira (30), a 2ª Vara do Trabalho de Rio Branco, acolheu o pedido de tutela de urgência dos sindicato.

O G1 procurou a direção dos Correios no Acre que deve se pronunciar sobre a decisão até esta terça-feira (31).

Além das recomendações de higienização da Organização Mundial de Saúde (OMS), a Justiça do Trabalho do Acre determinou também:

Fornecimento de lixeiras, lenço de papel e papel toalha para os trabalhadores;
Higienização frequente e diária no ambiente e em todos os equipamentos de trabalho, bem como telefones, relógio de ponto, mesas, computadores e teclados;
Disponibilizar informativos pela empresa para orientações dos servidores;
Impedir que os trabalhadores tenham contato e retirem as mercadorias dos depósitos antes das 72 horas.
"Foi uma decisão muito importante para gente, não só para os empregados, mas já tínhamos a preocupação desde o início dos Correios levarem o vírus para a casa das pessoas por meio das encomendas. O pessoal, logo que foi declarada a pandemia, trabalhando sem álcool em gel, sabonetes nos banheiros. Sem condições nenhuma”, disse a presidente do Sindicato dos Correios e Telégrafos do Acre (Sintec-AC), Suzy Cristiny.

A sindicalista explicou que a empresa até tinha se comprometido a fornecer álcool em gel para os funcionários, mas o produto começou a faltar ou foi distribuído de forma irregular.

“Demorou muito para a empresa comprasse até álcool em gel. Essa foi nossa preocupação, muitos trabalhadores se desesperaram e começaram a comprar. Alguns compraram a máscara e luvas, e nem todos têm condição de comprar esse material”, lamentou.

Multa diária
Em caso de descumprimento da decisão, a Justiça determinou que seja cobrada uma multa diária de R$ 500 por cada trabalhador. Além disso, destacou que as medidas sejam cumpridas até o dia 30 de abril, podendo haver prorrogação por mais tempo, dependendo das autoridades de saúde.

“Cumpra-se esta decisão em caráter de extrema urgência, com as advertências alusivas à eventual responsabilização pessoal do responsável ou seu substituto ou quem no cargo estiver, de que o descumprimento desta ordem judicial implicará em crime de desobediência com a aplicação de multa por ato atentatório ao exercício da jurisdição”, diz a Justiça.

 

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