logo_oficial.png

Acre

Justiça do Acre nega absolvição de médico acusado de receitar anabolizantes

A 3ª Vara Criminal da comarca de Rio Branco negou a absolvição sumária ao médico Giovanni Casseb, acusado de receitar anabolizantes. Segundo a Justiça, a primeira audiência de instrução e julgamento foi marcada para o próximo dia 17 de fevereiro.

Casseb foi preso temporariamente no último dia 19 de julho do ano passado durante um desdobramento da operação de combate à venda ilegal anabolizantes da Polícia Civil.

Além do médico, a Justiça negou pedido de absolvição sumária feito pela defesa do garçom Wendhel Rodrigues, também preso na operação. Segundo as investigações, ele e Casseb seriam sócios no esquema de venda de anabolizantes.

O G1 entrou em contato com a defesa tanto do médico como do garçom, mas até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.

O médico foi solto no dia 25 de julho, após decisão do desembargador Samoel Evangelista, da Câmara Criminal. Já Rodrigues, que foi preso no dia 9 de julho em frente a uma agência dos Correios, em Rio Branco, quando buscava uma caixa de anabolizantes, conseguiu a soltura no dia 2 de setembro.

Conforme a Justiça, a defesa de Rodrigues pediu ainda a gratuidade judiciária, que também foi indeferido. Isso porque, o garçom chegou a informar na audiência de custódia que trabalhava em um hotel e era dono de pizzaria. 

Por fim, a denúncia contra os dois acusados foi mantida e o juiz determinou que a audiência de instrução e julgamento fosse marcada.

Acusados cumprem medidas
Após a soltura, os dois acusados estão tendo que cumprir algumas medidas cautelares. No caso do médico, ele está proibido de sair de Rio Branco sem autorização judicial e de manter contato, por qualquer meio, com Wendhel da Silva Rodrigues e com testemunhas.

Já Rodrigues não pode sair à noite quando estiver de folga do trabalho ou da faculdade, precisa comparecer em juízo, não pode se aproximar do médico Giovanni Casseb e está sob monitoração eletrônica.

Inquérito

Detalhes do inquérito contra o médico Giovanni Casseb e o garçom Wendhel Rodrigues revelam conversas em aplicativos de mensagens que mostram negociações entre o garçom e os clientes.

Nas conversas, é possível ver que os clientes do garçom eram indicados pelo próprio médico, uma vez que sempre se identificaram de tal forma.

São mais de 400 páginas, que mostram como funcionavam as indicações. Para obter as provas, a polícia teve acesso a conversas tanto no celular de Casseb como no do garçom.

Além disso, o inquérito mostra que os dois conversaram pelo celular mesmo após a prisão de Whendel. E foi depois da prisão dele que o médico começa a mostrar preocupação. Ele demonstra que sabia que seria preso e negocia, inclusive, sair do estado para recomeçar no Sul do país.

 

 sicredi2.png

© Copyright 2015 - Empresa Cruzeirense de Telecomunicações de Rádio e TV LTDA

Image
Image
Image

PUBLICIDADE

Image