Acre fecha 2025 com desemprego de 6,6%, mas informalidade ainda supera média nacional

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O estado do Acre encerrou 2025 com taxa de desemprego de 6,6%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou acima da média nacional, que fechou o ano em 5,6%, a menor já registrada desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

Apesar de não figurar entre os estados com as menores taxas do país, o Acre acompanha o movimento de melhora no mercado de trabalho observado nacionalmente. De acordo com o IBGE, 19 estados e o Distrito Federal registraram as menores taxas de desemprego de toda a série histórica.

Norte e Nordeste concentram maiores taxas

No ranking nacional de 2025, estados como Mato Grosso (2,2%) e Santa Catarina (2,3%) lideram com os menores índices de desocupação. Já na outra ponta, estados do Nordeste e da Região Norte registram os maiores percentuais.

O Acre aparece na faixa intermediária, mas ainda acima da média brasileira.

A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui todas as formas de ocupação — com ou sem carteira assinada, temporários e trabalhadores por conta própria. Só é considerado desocupado quem procurou emprego nos 30 dias anteriores à entrevista. Ao todo, são visitados 211 mil domicílios em todo o país.

Informalidade preocupa no Acre

Um dos pontos de atenção no estado é o nível de informalidade. Enquanto a média nacional ficou em 38,1%, o Acre registrou 45,2%, índice superior ao percentual brasileiro.

Na prática, isso significa que quase metade dos trabalhadores acreanos atua sem direitos garantidos, como 13º salário, férias remuneradas, seguro-desemprego e cobertura previdenciária.

A informalidade é um desafio recorrente na Região Norte e Nordeste, onde boa parte da população depende de atividades autônomas e comércio informal.

Rendimento abaixo da média nacional

O rendimento médio mensal do trabalhador acreano ficou em R$ 2.794, também abaixo da média nacional, que atingiu R$ 3.560.

O Distrito Federal lidera o ranking nacional com rendimento médio de R$ 6.320, puxado principalmente pelo grande número de servidores públicos. Já o Acre aparece entre os estados com menor média salarial do país.

Dinamismo do mercado

Ao comentar os resultados da Pnad Contínua, o analista do IBGE William Kratochwill destacou que a mínima histórica nacional registrada em 2025 “decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real”.

No Acre, o cenário aponta para avanços na geração de empregos, mas ainda revela desafios estruturais, especialmente no combate à informalidade e na ampliação da renda média da população.

Com informações: Agência Brasil

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